da Folha Online
Cientistas da missão da sonda Phoenix afirmam, nesta terça-feira (5), que o solo próximo de onde a sonda pousou, no Pólo Norte do planeta, é similar ao encontrado no deserto do Atacama, no Chile. Segundo eles, a descoberta de perclorato no Planeta vermelho não diminui as chances de se encontrar vida no local.
A substância é utilizada no combustível de foguetes e pode ser tóxica e prejudicial à saúde. Também pode ser encontrada no deserto do Atacama, onde micróbios conseguem viver. Segundo a Nasa, a presença do perclorato não é boa nem ruim para as perspectivas de encontrar vida em Marte.
A agência também pediu paciência até que mais estudos sejam feitos sobre o assunto. Segundo a Nasa, é preciso realizar novas análises para confirmar que a substância encontrada é mesmo perclorato.
"Isso tem de ser verificado dentro do instrumento [Tega, sigla em inglês para Analisador de Gás Térmico e Expandido],", afirmou Peter Smith, chefe de pesquisa da missão. De acordo com ele, mesmo que a substância seja confirmada, "isso não impede a vida em Marte. Na verdade, é uma fonte de energia em potencial".
"Eu peço que a imprensa seja paciente conosco", disse o cientista. "Deixe a equipe de ciência fazer o trabalho no ritmo adequado".
Na segunda-feira (6), a Folha Online adiantou que técnicos da missão descobriram água em estado líquido no planeta. Na semana passada o trabalho da sonda, que explora o solo de Marte desde 25 de maio, já havia confirmado a existência de gelo no local. A descoberta de água líquida, no entanto, pode levar a uma revolução nas pesquisas sobre a possibilidade de vida no planeta vizinho.
Nenhum estudo foi publicado ainda sobre a descoberta, mas o líder de um dos grupos no comando da pesquisa da Phoenix afirmou por telefone à Folha Online que o assunto será divulgado em relatório dentro de alguns dias.
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